sexta-feira, 27 de agosto de 2010

VENCENDO A SÍNDROME DO PÂNICO E O CAOS EMOCIONAL

(MEU DEPOIMENTO REAL)

"[...] Um dos grandes inimigos produzidos no âmago da alma humana e que causa uma tormenta nas águas da emoção é o medo. Há medo de todos os tipos: medo do amanhã, medo de perder o emprego, medo de falar em público, medo de pessoas, medo do que os outros pensam e falam de si, medo de doenças, medo do fracasso, medo de expressar os pensamentos, medo de ficar sozinho, medo de estar em público, medo do futuro dos filhos, medo do medo, medo da morte. Em psiquiatria, chamamos o medo de fobia. Um dos medos mais marcantes da atualidade e que está atingindo adolescentes, adultos e pessoas idosas é a síndrome do pânico. Nunca o homem teve uma medicina tão avançada e nunca teve tanto medo de morrer [...] Uma das características básicas da síndrome do pânico é a fobia social. O paciente passa a ter medo de ficar em público, de frequentar festas, bancos, reuniões sociais. Tem medo de ter uma crise e ninguém socorrê-lo ou sofrer um vexame em público. Há milhões de pessoas vítimas dessa doença, a qual é totalmente tratável [...]" (Augusto Cury, “Treinando a emoção para ser feliz”, pp. 83-85).

Era a tarde do dia 13 de novembro de 2006. Eu acabara de sair de uma cirurgia simples e graças a Deus deu tudo certo. Foi um sucesso...fisicamente falando, mas, emocionalmente...o que eu jamais iria esperar (e os médicos também) é que eu começara a conviver com uma crise aguda de ansiedade, jamais vivenciada em 33 anos de vida.

Sempre fui uma pessoa tranquila e até certo ponto sempre controlei a ansiedade. Durante alguns dias, contudo, eu atravessei crises intensas de ansiedade, a ponto de precisar me deslocar ao pronto socorro duas vezes. Eu não tinha a menor ideia do que estava acontecendo, suspeitava que era um problema de pressão alta ou de coração (que parecia querer sair pela boca), mas os médicos me informaram que era simplesmente ansiedade.

Durante alguns dias, em algumas ocasiões eu tive pensamentos depressivos. Tinha ocasiões que sentia uma inquietação aparentemente vinda do nada. Eu tinha ansiedade até pela noite que se aproximava no fim da tarde. Nenhum lugar era bom para ficar, nenhuma posição era boa (sentado, em pé ou deitado), de qualquer forma eu me sentia inquieto, com uma vontade de sair correndo sem parar ou ficar andando sem destino certo até tudo passar.

Tive que trocar de remédio três vezes até encontrar um que me fizesse sentir melhor. Tive que trocar de psiquiatra também (é isso mesmo, psiquiatra)  porque o primeiro que procurei não estava me satisfazendo e eu não melhorava. Seu diagnóstico era que tinha “apenas” ansiedade, até que o segundo profissional que eu procurei, me disse:

“Você está com um quadro clássico de síndrome do pânico”. Que grande susto! O susto, a surpresa foi tão grande que eu comecei já a passar mal automaticamente.

A psiquiatra me orientou a não parar de trabalhar, mas ter muita paciência, pois o tratamento era a longo prazo, bem como procurar uma qualidade de vida melhor, seja com exercícios físicos (que eu não fazia), seja com alimentação adequada (que eu não tinha), com momentos de relaxamento junto a natureza (que eu tinha muito pouco) e com o acompanhamento de um psicólogo (que eu nunca imaginei precisar). A medicação inicial foi mantida e acrescentado mais um remédio.

Tudo era muito diferente para mim, pois, como sempre fui temente a Deus, mesmo com minhas falhas e pecados, nunca havia imaginado que precisaria chegar a este ponto. Eu estava emocionalmente em estagnação, precisava reaprender a sentir, a pensar, a me expressar com mais transparência e não guardar as emoções e a depender mais das pessoas e de Deus.

Eu passei pelos mais variados sintomas neste período, desde fortes dores de cabeça tencionais, tonturas, insônia, sensação de desmaio, sensação de irrealidade, de pânico, irritabilidade, dores musculares muito intensas, tremor nas mãos, coordenação motora afetada, ondas de calor, falta de ar, sensibilidade enorme a ruídos altos e lugares com grande aglomeração de pessoas, entre outros. É difícil descrever qual é o pior de todos eles.

Mas, graças a Deus eu venci esta fase dia após dia, com muita, muita fé nEle e dependência dEle, juntamente com a receita de vida que os médicos me passaram, inclusive o apoio da família. A dose dos remédios gradualmente foi reduzida e com certeza, em nome do Senhor Jesus eu vencerei, depois de quase quatro anos de luta, a etapa final que resta de cerca de um ano ainda.

Com exceção da sensibilidade ao som muito alto (diagnosticada como uma labirintite irritativa), os sintomas praticamente desapareceram, mas eu não posso me descuidar da saúde, para não ter uma recaída, com situações tais como não dormir e não me alimentar direito. Muitos especialistas dizem que síndrome do pânico é uma doença sem cura definitiva, mas que com o tratamento adequado, nós passamos a aprender a lidar e conviver com ela, evitando ou dominando os sintomas.

Eu tenho tido uma experiência diária de vitória com Jesus ao meu lado, com as Suas orientações, com a Sua presença. Hoje eu sei que a cirurgia foi um sucesso do ponto de vista físico, emocional e espiritual.

Neste momento aproveito para fazer um apelo à todos que possuem alguém com síndrome (transtorno) do pânico ou depressão na família, igreja, trabalho ou outro círculo de convivência social:

Por favor e em nome do Senhor Jesus Cristo, não se afastem destas pessoas de maneira preconceituosa (mesmo que inconscientemente) e sempre que tiverem uma oportunidade, transmitam confiança, firmeza, tranquilidade e amizade a elas, pois elas precisam de alguém ao lado transmitindo estes sentimentos por terem perdido temporariamente sua capacidade de auto-confiança, auto-controle, auto-estima, etc. Sem esse apoio será muito difícil o tratamento. Difícilmente as pessoas afetadas conseguirão sozinhas controlar os sintomas e conseguir melhorar.

O que elas estão sentido não é por falta de fé, nem por falta de caráter, não é "frescura", mas é uma doença, e é grave (ou pode se tornar grave) se não for tratada adequadamente. Procurem os profissionais desta área (psiquiatras e psicólogos, por exemplo) e sem barreiras (como eu tive no começo) para que eles possam transmitir o tratamento adequado, que dependerá, por sua vez, do engajamento do próprio paciente e daqueles que o cercam para ser realizado corretamente, podendo ser mais curto ou mais prolongado.

Evidentemente não estou aqui ignorando que algumas vezes certas pessoas se vêem em situações assim por terem levado uma vida cheia de vícios como alcoolismo e drogas (que podem ajudar a desencadear os sintomas) ou talvez por não terem lançado adequadamente sua ansiedade nas mãos de Deus ou talvez até devido à algum grau de influência maligna que se aproveita da fragilidade espiritual e emocional delas.

Mas, é evidente que, independentemente de qual é a causa, certamente os efeitos são claramente físicos, biológicos, segundo especialistas, mais especificamente um desequilíbrio bioquímico no cérebro devido à uma situação de forte estresse prolongado ou de um grande trauma emocional que faz com que os neurotransmissores (responsáveis por todas as nossas atitudes e pensamentos) se desequilibrem.

O grande vilão para o paciente afetado com a síndrome ou transtorno do pânico está dentro dele mesmo. Quando ele passa pela terrível experiência de um ataque de pânico é muito provável que não exista realmente uma ameaça externa, mas é a síndrome atacando de dentro para fora, simulando os sintomas de uma situação de extremo medo. O cérebro dele vive em alerta, como se estivesse sempre preparando essa pessoa para uma fuga ou outro escape. Por isso muitos deles possuem transtorno de sono, pois não conseguem dormir corretamente e suficientemente.

É preciso muita paciência, moderação e zelo em buscar o equilíbrio total da pessoa nas áreas física, emocional e espiritual. Gradativamente a vida voltará ao normal.

Se eu e a minha familia tivéssemos recebido as informações corretas desde o início, certamente eu teria tido um tratamento mais curto do que quatro ou cinco anos e teria sido poupado de muitos sintomas extremamente desagradáveis que pareciam que iam acabar comigo, que atrapalharam minha vida profissional, social e na igreja, mas não sabíamos direito o que estava acontecendo, nem como reagir, como encarar a situação. Para se ter uma ideia, em uma determinada fase eu me sentia tão mal, tão mal que cheguei a pensar que precisaria solicitar a minha aposentadoria por invalidez, ou seja, um grande absurdo para alguém com 33 anos de idade que nunca tinha ficado doente de forma grave.

Graças mais uma vez à providência divina, eu tive o tratamento correto, o esclarecimento de tudo o que estava acontecendo e em nome de Jesus me considero curado da síndrome do pânico.

Quais são alguns fatores que “contribuem” para depressão, síndrome do pânico, transtorno bipolar, entre outros? Para analisar um quadro deste tipo, deve-se levar em conta um complexo somatório de fatores.

As pressões do dia a dia, o acúmulo de stress, a falta de perdão, crise financeira ou sentimental, uma decepção ou frustração, desemprego, culpa, inferioridade, a “ditadura” da beleza, preconceitos sofridos, falta de comunhão com Deus, uma vida sem exercícios físicos (sedentarismo) e sem uma alimentação adequada, entre tantos outros fatores, podem se apresentar em incontáveis combinações e desencadear no nosso corpo reações desagradáveis das mais diversas que podem, por sua vez, chegar a um patamar tão intenso que se tornam incapacitantes, deixando muitas pessoas prostradas e derrotadas. É assunto que precisa ser tratado com discernimento, compreensão, amor e sem preconceitos.

“[...] Toda vez que o homem vive situações que impõem risco à sua vida, tais como um acidente, uma ameaça de morte, uma série de mecanismos involuntários entram em cena para fazer com que ele reaja, seja fugindo ou lutando com seus inimigos. O aumento da freqüência do coração (taquicardia) e o aumento da freqüência respiratória são dois destes mecanismos. Qual o objetivo deles? Fornecer mais nutrientes e oxigênio para as células musculares para que o homem fuja ou lute. Embora a vida seja temporal, limitada, temos mecanismos instintivos que clamam pela continuidade. Chamamos esses mecanismos de stress. Não pense como muitos que o stress é sempre algo doentio. Há um stress normal, uma ansiedade vital, que procura preservar a vida de tudo que impõe riscos a ela. Quando o stress se torna doentio? Quando fabricamos inimigos que não existem; quando nossos colegas de trabalho e nossos familiares se tornam um problema; quando vivemos em função de necessidades sociais não prioritárias; quando gravitamos em função de nossas dívidas e compromissos financeiros; quando não conseguimos aquietar os pensamentos nos finais de semana. Quando vivíamos em sociedades primitivas, nos campos ou nas matas, tínhamos inimigos reais: as serpentes, os leões. Nas sociedades modernas o homem se tornou o pior inimigo do próprio homem. Estamos sujeitos a inimigos reais, como os gerados pelos assaltos e acidentes de trânsito, mas nossos maiores inimigos são os oriundos dos ataques dos pensamentos turbulentos, da competição profissional, dos conflitos sociais. Quando não temos problemas, nós os arrumamos. O stress assume a forma doentia quando acionamos mecanismos normais em situações anormais. Muitos não entendem por que têm nó na garganta, taquicardia, opressão no peito, dor de cabeça. Seus sintomas são psicossomáticos, frutos de uma ansiedade que coloca o corpo sempre em alerta para fugir ou lutar contra os inimigos, que muita vezes são imaginários. Há pessoas que estão sempre em estado de guerra. Para eles, viver não é uma aventura prazerosa, mas perigosa. São eloqüentes e inteligentes, mas não sabem relaxar e andar desarmados nos terrenos da sociedade.” (Augusto Cury, “Treinando a emoção para ser feliz”, pp. 82-83).

O nosso ser é uma essência harmoniosa, deve haver um equilíbrio entre todos os seus componentes, sejam pertencentes ao corpo, às emoções ou à espiritualidade. Se for o caso, procurem profissionais especializados nesta área para melhor orientação.

"[...] A felicidade e a tranquilidade são excelentes remédios para o corpo; a angústia e a ansiedade são drásticos venenos [...] A pior doença é o medo da doença. Quando eliminamos o medo, o sol volta a brilhar [...] O mundo psíquico tem capacidade de atuar no mundo físico mais do que imaginamos. Grande parte das doenças físicas é desencadeada ou descompensada por fatores emocionais. Faça um favor ao seu corpo, ande pelas veredas da felicidade  [...]" (Augusto Cury; livro "Treinando a emoção para ser feliz", p. 55).

Seja o que for que você estiver passando, angústia, depressão, inferioridade, medo, culpa ou outra coisa, seja qual for o local onde você está, um hospital, em casa, viajando, na escola, no trabalho, etc., preste atenção: Deus se importa muito com você, Ele te ama muito, por mais que as circunstâncias possam estar aparentemente demonstrando o contrário.

Não olhe para as circunstâncias, olhe fixamente para o Autor da Fé, Jesus Cristo (Hebreus 12:1-2). Lembre-se que quando o apóstolo Pedro foi se encontrar com Cristo que andava sobre as águas, ele também andou por cima das águas enquanto olhava para Jesus, mas ao olhar para a força do vento, desviou o seu olhar do Mestre e começou a afundar. Jesus o salvou, mas o exortou por sua falta de fé (Mateus 14:25-32).

Pense nas coisas eternas e não nas temporais, nas do Céu e não nas da Terra (Colossenses 3:2), pense em tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, de boa fama, de virtudes (Filipenses 4:8; Salmos 145:5).

O Pastor Rick Warren comentou como a perspectiva da vida eterna com Deus muda os nossos valores diante das provações (livro “Uma vida com propósitos”):

“Quando você compreender plenamente que há mais na vida que apenas o aqui-e-agora e perceber que a vida é apenas uma preparação para a eternidade, você começará a viver de forma diferente[...] Suas prioridades são reorganizadas [...]” (p. 34). “[...] Assim como os nove meses que você passou no útero de sua mãe não tinham um fim em si, mas eram uma preparação para a vida, também a vida é uma preparação para o que vem a seguir [...]” (p. 36).

E mais: Ame a Deus, a si mesmo e ao próximo (Mateus 22:36-40). Suplique o perdão de Deus (Salmo 130:4; 1ª João 1:9), perdoe a você mesmo e aos outros (Efésios 4:31-32; Colossenses 3:13; Hebreus 12:15).

Fique próximo(a) das pessoas que você ama e que também te amam. Suplique com fé a Deus a cura de suas enfermidades, sejam elas de qual origem forem, Ele tem todo o poder em Suas mãos e pode te curar (Salmos 41:3; 103:3; Isaías 53:4-6; Mateus 8:17; Tiago 5:15). Amém.

"Quando a ansiedade já me dominava no íntimo, o teu consolo trouxe alívio à minha alma" (Sl 94:19; NVI).

Que Deus nos abençoe. Amém.

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Para complementar o nosso estudo, acessem os seguintes links:

5 comentários:

  1. Este testemunho me trouxe grande ajuda!!!Deus te abençõe...também sou evangélica e a pouco tempo descobri que sou portadora,de transtorno bipolar,até então não conhecia nada sobre o problema mas os sintomas são horríveis,quase acabei com meu casamento de 20 anos,perdi meu emprego,sai da escola,me afastei das pessoas,fiquei tão diferente que meu esposo diz que eu parecia outra pessoa,e realmente era outra pessoa!!!fiquei tão incontrolável que não escutava ninguém,fazendo e querendo coisas que nunca havia passado na minha cabeça antes da crise,foi horrível.não tinha mais prazer em nada nem meu serviço de casa conseguia fazer,meu esposo sempre foi o grande amor da minha vida,mas na crise achei que estava apaixonada por outra pessoa,deu um nó na minha cabeça,e como você disse todos se afastaram!!!meu esposo sofreu muito até que DEUS lhe mostrou que eu não estava normal,decidiu então me ajudar e lutar pelo nosso casamento,graças à DEUS ele tomou essa decisão,senão por mim estaria tudo perdido,embora ele só tenha percebido que eu estava doente depois de eu ter tomado varios remedios e ter ficado desacordada levada para o hospital pelo samu e feito três lavagens estomacais,é irmãos foi terrível!!!eu tinha perdido o senso do que era certo e o errado,na minha cabeça eu só queria dormir,pra ver se acabavam todos os problemas,e reamente eu quase dormi pra sempre!!!gostei muito desse blog pois nas igrejas hà uma ignorância total sobre doenças da mente,confundem problemas mentais com espirituais agravando mas ainda nosso caso,mas graças à DEUS ainda tem alguns que vencem essa ignorância e ajudam as pessoas,inclusive nós evangélicos.Bom no momento estou estavél,os remedios estão funcionando bem,e peço todos os dias à DEUS que eu nunca mais tenha uma crise daquelas,embora agora eu já saiba mas com o que estou lidando ainda tenho um pouco de medo.sofro também de distimia e labirintite o que piora um pouco o quadro.Mas tenho certeza que DEUS está comigo,e que assim como me livrou da morte na hora que ELE quiser vai me curar!!!DEUS vós abençõe em nome de JESUS!!!

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  2. Medo...
    Vontade de dar um grito,
    ou calar-se para sempre
    De ficar parado, ou correr
    De não ter existido
    ou deixar de existir (morrer)
    Não há razão quando a mente não funciona
    (redundante, não?)
    Vão extinguindo-se as questões
    mesmo sem respostas
    Perde-se, neste estágio,
    a vontade de saber.
    O futuro é como o presente:
    É coisa nenhuma, é lugar nenhum.
    Morreu a curiosidade
    Morreu o sabor
    Morreu o paladar
    parece que a vida está vencida
    Tenho medo de não ter mais medo.
    Queria encontrar minhas convicções...
    Deus está em um lugar firme, inabalável,
    não pode ser tocado pela nossa falta de confiança
    Até porque, na verdade, confio nele
    O problema é que já não confio em mim mesmo
    Não existe equilíbrio para mentes sem governo
    A química disfarça, retarda a degradação
    mas não cura a mente completamente
    E não existem, em Deus, obrigações:
    já nos deu a vida, o que não é pouco,
    a chuva, o ar, os dias e noites
    Curar está nele, mas, apenas retardaria a morte
    já que seremos vencidos pelo tempo
    (este é o destino dos homens)
    e seremos ceifados num dia que não sabemos
    num instante que mira nossa vida
    e corre rápido ao nosso encontro lentamente
    (ou rasteja lento ao nosso encontro rapidamente?)
    Sei lá...
    Mas não sei se quero estar aqui
    para assistir o meu fim
    Queria estar enclausurado, escondido...
    As amizades que restam vão se extinguindo
    e os que insistem na proximidade
    são os mesmos que insistirão na distância,
    o máximo de distância possível.
    A vida continua o seu ciclo
    É necessário bom senso
    não caia uma árvore velha, podre, sobre as que ainda estão nascendo.
    Os que querem morrer deixem em paz os que vão vivendo
    Os que querem viver deixem em paz os que vão morrendo
    Eu disse bom senso?
    Ora, em estado de pânico não se encontra bom senso
    nem princípios, nem razão, nem discernimento,
    nem força alguma
    Torna-se um alvo fácil
    condenável pelos que estão em são juízo
    E questionam: onde está sua fé?
    e respondo: ela estava aqui agora mesmo...
    ela não se extingui, mas parece que as vezes se esconde de mim...
    o problema é que, quando a mente está sem governo
    (falo de um homem enfermo)
    é como um caminhão que perde o freio
    descendo a serra do mar...
    perde-se o contato com a fé e com tudo o que há...
    e por alguns instantes (angustiantes)
    não encontramos apoio, nem arrimo, nem chão, nem parede, nem mão...
    ah... quem dera, quem dera...
    que a mão de Deus me sustente neste instante...
    em que viver é tão ou mais difícil que conjulgar todos os verbos...
    porque sou, neste momento
    a pessoa menos confiável para cuidar de mim mesmo...
    tenho medo, medo...
    medo de perder o medo
    de sair da vida pela porta de saída...
    medo de perder o medo
    de apertar o botão "Desliga"...

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

    .

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  3. Eu tenho sindrome de panico,e nada mais tem mi fortalecido do que minha fe´em DEUS. naõ durmo tive crise a noite,e muitas das noites eu horo a DEUS ate que o dia amanheça pra eu me sentir mais segura.FOI MARAVILHOSO LER NESTA NOITE,E ACREDITAR QUE MAIS UMA NOITE EU VENCI O MEDO DE VIVER O NOVO AMANHA... DEUS OBRIGADO...

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  4. Ana Claudia Verdan Leitão da Silva3 de janeiro de 2012 16:07

    A minha vida está exatamente assim eu não aguento mais ouvir:calma ,calma....ore, ore....
    Eu sou uma mulher de oração,profº da EBD,tenho um marido maravilhoso tenho 3 filhos eu quero viver!!!eu estou doente!!!,e acontece o mesmo que aconteceu com você, todos os médicos dizem a mesma coisa ANSIEDADE,faço tratamento com BUP(para me auxiliar no líbido que é zero)outro e isso tem afetado minha viva sexual bastante,e tomo puran T4 para tireoide, mas está controlada.
    Esse testenunho me fortaleceu ainda mais a continuar e não desistir!!! Muito obrigada!!!Deus te abençõe!!!

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  5. Cleiri-Arapongas-PR4 de janeiro de 2012 10:56

    Este assunto é de suma importância e eu comunico que quando encontramos um psiquiatra, cristão de preferência, que acerte com a medicação, voltamos a ter excelente qualidade de vida. É preciso ter paciência e perseverança. No meu caso, até que descobrisse o que estava acontecendo e acertar os médicos e medicamentos, sofri muito. Sei profundamente o que as pessoas acometidas pela Síndrome do Pânico sentem! É horrível! Informo ainda que faço manutenção de minha saúde com os medicamentos (doses mais suaves). Esse problema em geral é igual a outros casos (diabetes por exemplo)... não podemos parar com a medicação e acompanhamento médico.

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